Meu Perfil
BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos



Histórico


    Votação
     Dê uma nota para meu blog


     
    Blog da Professora Laisa


    Incompetência

     

                                                                       

    Como trabalhar em um ambiente que preza  - ou deveria prezar - pela educação de jovens se você está cercado de pessoas incompetentes?

    Esse foi um dos fantasmas que cercaram a minha cabeça nos últimos tempos. Já tenho uma certa prática nesse ramo do magistério, mas nunca, nunca mesmo me acostumo com o fato de trabalhar com pessoas burras... não refiro-me aos alunos, sejam eles crianças ou senis, mas sim, àqueles com os quais preciso lidar nas salas de direção, coordenação, setor administrativo e ainda alguns nas salas dos professores.

    Esse é mais do que um desabafo, pois é complicado você entender que você nega certas coisas para os seus familiares para ter mais tempo cuidado das coisas da escola enquanto outros se divertem e não abrem um caderno para preparar as aulas da semana! Como assim??? Como podem entrar em uma sala de aula sem saber o que fazer? Como exigem disciplina, comprometimento e interesse se eles próprios não praticam isso?

    Realmente para mim, isso é uma PUTA HIPOCRISIA!

    Graças a Deus tenho um caderno que mantenho à mão e escrevo dia a e noite para poder desabafar e sonho que nunca seja roubado, furtado ou perdido, por que senão EU estarei perdida... aqui posso escrever, desabafar e, usando um pseudônimo ninguém poderá saber que eu sou (é a vantagem da rede), mas queria gritar ao mundo o que acho errado, o que vejo que não acontece do jeito que deveria acontecer, o que poderia ser melhorado e não é!!

    Não entendo o ciúme, a inveja e a aniquilação que alguns ditos profissionais teimam em praticar em relação à alguns colegas, não compreendo como alguns "superiores" (de cargo, por que nunca serão reais superiores com essas atitudes) boicotando os colegas, simplesmente ignorando falas e sugestões, mas o mundo é assim, tenho que me adptar da melhor forma possível ou ir à um psiquiatra e contar tudo isso à ele... ganho 30 dias de licença facinho, facinho...

    Sei que nenhum lugar é perfeito, sei que é difícil a adaptação à algumas realidades, mas há algum tempo isso vem me incomodando.... E MUITO.

     

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 19h34
    [] [envie esta mensagem] []



    Parar?? Como? Porquê?

    Nossa, quanto tempo não paro para escrever (pelo menos aqui) minhas divagações sobre a vida e o dia a dia que venho levando?

    São tantas correrias, tantos alunos, tantas escolas que, às vezes, paro para pensar no que estou me transformando: será um bicho, um ser de outro mundo que lê, escreve, corrige provas, atribui notas e não consegue, por um minuto lembrar que é jovem, com compromisso matrimonial marcado, com anseios e desejos e vontades e tantos "e´s"??

    Como parar?? Como poder pensar em você mesmo com tantas coisas para fazer? como parar para fazer aquele agrado ao companheiro com tantas atividades para corrigir? Não sei, realmente não sei por onde começar, mas tenho certeza de que esse post é um começo!



    Escrito por Professora Laisa às 11h46
    [] [envie esta mensagem] []



    Deremval Saviani para "Carta da Escola"

    Dermeval Saviani - para Carta na escola

    Bom, hoje foi fazer algo diferente... Li um artigo interessantíssimo na "Carta na escola" de Dermeval Saviani publicado neste mês de Maio de 2010, e CLARO, gostaria de compartilhá-lo com vcs!!


     

     O Drama do professor

    Como ocorre com os trabalhadores em geral, também os professores são instados a se aperfeiçoar continuamente. O mercado e seus porta-vozes governamentais querem um professor ágil, leve, flexível, que, a partir de uma formação inicial ligeira e a baixo custo, aprimore sua qualificação no exercício docente refletindo sobre sua prática, apoiado, eventualmente, por cursos rápidos. Pede-se, ainda, que você não apenas ministre suas aulas, mas também participe da elaboração do projeto pedagógico das escolas, da vida da comunidade, da gestão da escola e do acompanhamento dos estudos dos alunos. 

    Você, como a maioria dos professores, não ficou imune ao canto da sereia das novas pedagogias. A descrença no saber científico e a procura de “soluções mágicas” do tipo reflexão sobre a prática, relações prazerosas, pedagogia do afeto, transversalidade dos conhecimentos e fórmulas semelhantes vêm ganhando a cabeça dos professores. Estabelece-se, assim, uma “cultura escolar” de desprestígio dos professores e dos alunos que querem trabalhar seriamente e de desvalorização da cultura elaborada. Nesse tipo de “cultura escolar”, o utilitarismo e o imediatismo da cotidianidade prevalecem sobre o trabalho paciente e demorado de apropriação do patrimônio cultural da humanidade. Com isso a escola foi sendo esvaziada de sua função específica ligada ao domínio dos conhecimentos sistematizados.

    Nesse quadro você, professor, é lançado na defensiva. Diante das pressões para exercer o conjunto de funções solicitadas, você responde: mas... eu já faço das tripas coração para ministrar, da melhor forma possível, um grande número de aulas, em três ou quatro escolas diferentes, para turmas numerosas de alunos... e ainda vou ter de participar da gestão da escola; da vida da comunidade e orientar os estudos dos alunos? O professor, que nos anos 80 participou da mobilização dos educadores, reivindicando maior participação nas decisões, agora se vê diante da seguinte cobrança: “Vocês não reivindicaram maior participação? Pois é. Suas reivindicações foram todas atendidas pela legislação. Portanto, o êxito da escola e da política educacional que a orienta depende apenas da iniciativa e dedicação de vocês, professores”. 

    Eis aí o seu drama atual, caro professor. Na verdade, você também é vítima da inclusão excludente. Os dirigentes esperam que você exerça todo um conjunto de funções com o máximo de produtividade e o mínimo de dispêndio, isto é, com modestos salários. Claro que, se você fosse bem remunerado no âmbito de uma carreira docente que lhe garantisse jornada integral numa única escola, você poderia exercer sem maiores problemas as mencionadas funções. Cabe, pois, passar da defensiva à ofensiva, organizando fortemente a categoria dos professores e mobilizando toda a sociedade em torno da conquista de uma carreira docente digna e justa. Sem isso, todas as proclamações em torno da valorização da educação não passarão de promessas vãs.

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 09h37
    [] [envie esta mensagem] []



    pós férias

    Todos pela Educação

    Bom pessoal, após um longo período de hibernação, não na verdade eu estava de mudança... mudei de casa, de bairro... td... só naum dos bons e velhos empregos que me sustentam...

    Outro dia voltei à uma das escolas para as primeira reunião de plenejamento (serão umas 15, pelo menos!!!), e entre conversas com colegas cheguei à uma constatação: NÓS PROFESSORES SOMO COMPLETAMENTE VICIADOS NO AMBIENTE ESCOLAR

    Quando meu cônjuge viu o que acabei de escrever, gritou: "Agora que você descubriu??? dãr"... é mole?? kkkkkk

    Bom, tenho váááárias explicações para o que eu estou falando, vamos à elas:

    1. Os apaixonados pela Educação se entediam quando estão de férias;

    2. Quando se encontram com aquela tia velha que também é professora não cansa de falar de como seus alunos são brilhantes, ou não e lamentam os novos tempos, mas sempre falam dos alunos;

    3. NUNCA conseguiem deixar o trabalho no trabalho... sempre levam os problemas para casa e na maioria das vezes sonhamos com eles;

    4. Não admitem que administradores, advogados e outros profissionais digam o que é melhor, pq sempre tem um engraçadinho que fala que professor é mole, ou durão demais, e se fossem eles, ah, tudo seria diferente (mas não se dispôem a ir para a aescola trabalhar, não é?)

    5. Adooooram conversar sobre os nomes mais malucos de seus alunos (postarei sobre isso na próxima semana) e choram de rir com isso;

    6. Contam os dias para começar e para terminar o período de recesso...

    7. Passam as férias planejando as coisas que deram errado no ano anterior, pq "nesse ano eu consigo que isso dê certo"

    Bom pessoal, na verdade isso é apenas o retrato que vejo na minha vida e na de muitos colegas que assim como eu, se auto-entitulam (é com hífen?????, hunf) apaixonados pela educação, e vocês, o que acham??

     

    beijinho pedagógicos!



    Escrito por Professora Laisa às 14h31
    [] [envie esta mensagem] []



    "brochada"

    Olá queridos leitores, estive uns dias afastadas da net por que estava realmente sem ideias para vir escrever algo  engraçado para vcs... tentei por diversas vezes sentar à frente do PC e escrever sem parar os medos e anseios para 2010, mas não é esse o objetivo do Blog, então, fui buscar ideias engraçadas nas comunidades do orkut que fizessem a minha mente trabalhar... o resultado não poderia ser pior: tópicos e mais tópicos em diversas comunidades relacionadas à professores (e não em relação à Educação) com xingamentos, piadas, e reais ofensas entre professores, com o Governador do Estado (principalmente SP) e contra o sindicato (aqui é APEOESP)... não que eu concorde com os governantes, mas estamos muito estressados para o estressar mais ainda uns com os outros, não???

    Poxa, de verdade, minha vontade era ver tópicos interessantes e não xingamentos, isso a gente vê no Datena, pô!

    Muitas comunidades tem tópicos interessantes sobre troca de amterial, não vou generalizar, mas a maioria dos posts tem retradado uma realidade muito dura com nós professores, isso me entristece, a profissão mais linda de todas (pelo menos na minha opinião) degradada dessa forma).

    Concordo que todos nós temos o direito à liberdade de expressão, o que não significa sair falando qualquer coisa de qualquer pessoa por aí e achar que isso está correto, não é mesmo?

    Creio num país livre e democrático, de verdade, mas sinto que uma onda de pessimismo está tomando conta da classe, e isso me dói profundamente, não por eu ser uma puritana (no post anterior vcs viram q naum sou), mas por ver a imagem totalmente deturpada do que acredito ser a imgem do Educador, sim, com letras maiúsculas, por que médicos, bombeiros, dentistas, engenheiros e "aDEvogados" um dia passaram por nós, e o que estamos nós deixando para o mundo hoje em dia? Mágoa, dor?

     

    Como lutar com um pouco mais de maturidade?

    Precisamos de resultados, não de falácias!

    E termino o post de hoje admitindo: ESTOU BROCHADA!



    Escrito por Professora Laisa às 23h24
    [] [envie esta mensagem] []



    Professor também é gente!

     

         Ah, o período pré-férias! Como adoro! Recuperações, provas e afins, mas não nego que temos situações piores a vivenciar: amigo oculto entre os professores  e nas milhões de salas de aulas, além de conselhos e reuniões intermináveis (só não são piores do que as reuniões nas quarta-feiras de cinza à tarde, rsrs)

         Com esse término do ano letivo temos também as confraternizações, que beleza, não? NÃO!!  Não mesmo! Normalmente o meu pessoal costuma combinar de ir a um barzinho para sairmos um pouco do ambiente escolar, e é aí que o "bicho pega"!! Eu me arrumo, convenço o meu namorado que será uma saída suuuuuper legal e vamos, os dois, encontrar os meus colegas de trabalho (que na verdade são legais, o problema é que conversamos sobre os NOSSOS  assuntos, que normalmente envolvem o aluno-problema, o aluno estudioso, aquele que passou no vestibular...), mas o meu namorado não entende, então tento conversar sobre outras coisas, mas sou honesta em admitir que NÃO CONSIGO!!

         Mesmo com toda essa atmosfera ao meu redor tento fazer com que a saída seja o menos traumática possível, mas como a Lei de Murphy não falha... encontramos não um, mas vááários alunos que sem nenhuma cerimônia gritam:

     - "PRÔÔÔ!!!!!!!!!!!"

          Eu, tentei esconder a taça de chopp numa mão e o cigarro em outra, mas o que faz uma pessoa num barzinho com as duas mãos para trás????

    E logo vem o segundo grito fatal:

    " - Você fuma???"

    " - Você bebe???"

    Ops, não entendi...

    Sou jovem, namoro, fumo, bebo (não que sejam bons exemplos, mas não há nada de ilegal nisso, não é mesmo?), saio de balada, gosto de micaretas, festas, bailes, amigos... sou gente, ora bolas!!!!!!



    Escrito por Professora Laisa às 15h01
    [] [envie esta mensagem] []



    Recuperação de final de ano...

         Ai, como detesto a recuperação de final de ano, não só por trabalhar num Colégio em que as recuperações são traduzidas em milhares de siglas que as pessoas não entendem e sempre fazem cara feia quando você as pronuncia, mas por que são milhares de provas diferentes para preparar e para corrigir em pleno final de ano, final mesmo, tenho uma recuperação a ser aplicada no dia 30 de dezembro!!!

         Ontem, apliquei uma recuperação exclusiva do 4o. Bimestre a um pessoal do 2o. ano do Ensino Médio e um aluno, ao sair da sala e encontrar um colega no corredor disse:

    " - Afe cara, não caiu nada do que ela pediu para estudar, que droga!"

    O colega se compadeceu do aluno, afinal... coitado dele, não é mesmo? E foram para o pátio. Eu dentro, ouvindo tudo de dentro da sala e  louca da vida!

    Terminada a avaliação fui procurar o referido aluno:

     - Fulano, como você diz que eu cobrei na recuperação uma matéria que eu não pedi que você estudasse, você tem certeza do que está dizendo por aí??

     - "Ah, professora, não tinha nada, não. A Senhora me ferrou na prova por que eu sou bagunceiro..."

     - Fulano (quase esganando o aluno) você pegou a lista de conteúdos que eu deixei na secretaria com a matéria dessa prova?

     - "Peguei sim, professora, está aqui"... E fuçando como louco na mochila 5 mil vezes mais bagunçada que meus armários retirou um papel muuuito amassado com os conteúdos da prova... "Olha professora, está aqui!" E me entregou a folha.

    Olhei, olhei e olhei mais um pouco, agora sim estava com vontade de esganar o aluno...

     - Fulano, você percebeu que está de recuperação apenas do 4o. Bimestre e não de recuperação final? E que você estudou quatro vezes mais conteúdos do que você precisava?

     - Afe, professora, que bom, por que eu não estudei nada, ahahahahahaha..." e saiu correndo pelo corredor.

    Eu fiquei parada, na verdade paralisada. Como ele pode ter ficado feliz? Se ele não estudou por que falou que eu listei os conteúdos errados?? Que espécie de aluno estou criando em minhas salas???????

    Bom, pelo menos ele já tem a lista dos conteúdos da recuperação final, por que com certeza precisará deles!!

     

    Ahahah digo eu!

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 16h34
    [] [envie esta mensagem] []



    Pré Férias

    Olá queridos amigos,

    Vamos ao primeiro relato desesperado do pré-férias...

    Estava eu, chegando na escola dia desses, fim das aulas, apenas alunos em recuperação (aqueles que bagunçaram o ano inteiro, por que os que possuem dificuldades acabaram recuperand suas notas), e me deparo com um dos alunos "mais fofos" do Colégio na escadaria que dá acesso às salas de aula que eu iria... pé num degrau, pé noutro impedindo minha passagem.

    Chegando próximo a ele, em alto e bom som me perguta:

    - "Pô professora, porque você veio?"

    "Pô"?????

    "Você"?????

    Como assim??? Como alguém pergunta por que vamos trabalhar?? Tenho várias explicações:

    • Preciso de dinheiro;
    • Tenho um compromisso firmado com a profissão que eu escolhi;
    • Preciso de dinheiro;
    • Não estou doente, não tenho motivos para ficar em casa, certo?
    • Preciso de dinheiro.

    Embora ainda convivamos com pessoas que constantemente faltem no trabalho apenas por preguiça (e pasmem queridos leitores que não atuam na área: SIM, ELES EXISTEM!), senão tenho motivos para faltar: não falto, ora bolas, mas que saco!

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 10h08
    [] [envie esta mensagem] []



    Iniciando os trabalhos

     Olá queridos amigos, meu pseudônimo é Laisa Gomes, sou professora há alguns anos e gostaria de utilizar esse espaço como uma "terapia de grupo" entre professores, alunos, pais e qualquer outra pessoa que goste de bom humor. Quero fazer deste espaço uma forma de percebermos que não estamos sozinhos e que nunca estaremos, que apesar dos sonhos, não podemos perder o rebolado (apesar de eu mesma perder), vamos discutir assuntos do cotidiano escolar sempre lembrando que atrás do avental de professor, há um ser humano, que tem problemas (que não são poucos) e que o prazer em ensinar não nos pode ser ceifado.

    Quero, com muito bom humor trazer essas discussões ao NOSSO espaço, por que nem sempre podemos fazê-lo nas salas dos professores, rs...

    Aguardo sugestões, críticas construtivas e muita, mas muita discussão mesmo!

     

    Para iniciar com boas ideias e risadas, aí vai um vídeos "roubado" do Fábio da FF Produções...

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 22h35
    [] [envie esta mensagem] []




    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]