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BRASIL, Mulher, de 26 a 35 anos



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    Blog da Professora Laisa


    O dia que tomei ferro

    Química do 2o ano, sala gente boa, a maioria dos alunos gostava de mim, a aula deveria ser tranquila... Assunto? Equilíbrio químico, mas sabia q eles eram mais voltados à humanas, montei uma aulinha top para eles conseguirem fazer os cálculos...

    25, 26 alunos prestando a maior atenção, mas a japa do fundão não parava de falar, baixinho, é verdade, não me atrapalhava, mas sabia q ela ia rodar na prova... E falava com um puta entusiasmo do namoradinho novo, tanto entusiasmo que quase me deu vontade de ir lá no fundo escutar, pq esse menininho era "bom de serviço", se é que vcs me entendem.  

    Como é de conhecimento de vcs, no cálculo do equilíbrio quimico só entram concentrações de soluções aquosas e pressões parciais de gases e sólidos não fazem parte do cálculo (ok, sei que vcs nem fazem ideia do que eu estou falando, desculpe). Eu, tentando chamar a atenção do "grilo falante":

     - Larissa, por favor, nessa equação aqui, o Ferro entra?

    O Ferro era o único reagente sólido da maldita reação, era só para ela olhar para mim e dizer "não", mas a distinta:

     - Ah, professora, de vez em quando entra sim...

    A molecada, que não era tonta nem nada, cai na gargalhada, e eu também!



    Escrito por Professora Laisa às 07h42
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    Infarto

    Sexta-feira, já estava morta de cansaço da semana toda trabalhando em uma rotina exaustiva, mas vamos nós ao terceiro ano. 7h da manhã e nem sei o quanto de café já tomei.

    Preparação para o vestibular, 30 alunos sentados fazendo suas atividades que confesso ter preparado para eles me darem um pouco de "folga" naquele dia.

    Passados 40 minutos do início da aula, eu de pé frente à sala querendo começar a correção, uma aluno grita do fundo:

     - Professora, isso aqui tá muito difícil, e agora? Quem poderá me ajudar?

    Antes que eu pusdesse pensar em responder, salta um "ser" de dentro do armário em cima de mim berrando:

     - Eu, o Chapolin Colorado!!

    Juro por Deus que armei a mão para dar um murro por instinto, mas caímos na gargalhasda pq, na verdade, não sabia se ria, chorava, mandava para a direção ou buscava outro café, mas o fato é que meu coração está bem, não foi dessa vez que infartei.



    Escrito por Professora Laisa às 10h16
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    Bate-papo com o noia

    Há algum tempo vinha observando o comportamento do Luis... menino gente boa, mas o clássixco preto e pobre... alvo fácil demais para um "rolezinho" na erva barata (que para mim não tá passando de bosta de vaca)

    Engasgasda com o comportamento do menino, o chamei para conversar. Sala reservada, cortinas fechadas e lá vamos nós para "a conversa":

     - Luis, filho, não tenho nada a ver com a tua vida, mas tá feio, ta ficansdo muito na cara... que vc use e abuse de maconha, vá lá, como disse, não tenho nada a ver com a tua vida, mas traficar aqui perto da gente já é demais. Pega leve, vc é um cara gente boa, eu gosto de vc, acho q vc teria um futuro legal pela frente, mas desse jeito, vai dar merda (sim, usei essas palavras!)

    O menino queria falar, olhos cheios de lágrimas que não caiam pelo rosto, me olhava sem piscar nenhuma vez como se estivesse mastigansdo o q lhe falava... ele travou, não esperava aquilo, ele queria que eu brigasse, que gritasse, que chamasse a polícia! Sem emitir som algum fechou os olhos, consentiu com a cabeça e se retirou.

    Estou aguardando a notícia de sua prisão ou morte, essa maçã já apodreceu e não consigui resgatar...

     



    Escrito por Professora Laisa às 20h50
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    (Re) encontro com Yan

    Como de costume fui almoçar numa correria de dar dó. Logo q entrei dei de cara com um ex aluno, Yan, era o menorzinho da turma do Ensino Médio, meio preguiçoso e, definitivamente foi tortuurado pelas minhas aulas de química por 3 anos.

    Hoje, já homem feito, repousou o garfo no prato e fez questão de me dar um Oi. Perguntei como estava e disse q bem. Fui almoçar assistindo o jornal e até me esqueci dele.

    No meio da refeição, senti uma mão no meu ombro, era o Yan. Com um sorriso no rosto me disse "obrigado" e me um chocolate. Fiquei emocionada, pq sei q plantei uma sementinha q está dando frutos!!!



    Escrito por Professora Laisa às 20h40
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    Na sala da Direção

    Ainda sobre ser Professora coordenadora...

    Aluno péssimo, comportamento e rendimento piores ainda que a sua índole...

    A direção chama a mãe e passa aquele sabão, eu no registro da ocorrência:

     - A senhora é o esteio da família, é a senhora que manda, não o seu filho, senão a senhora viria filha e ele seria o pai, blá, blá, blá... O seu marido tem que obesdecer a senhora, a senhora que comansda o seu lar, blá, blá, blá... a senhora deixa que o seu marido pense que ele manda, mas vc trabalha nos bastisdores... sabe o que a senhora precisa? TRANSAR, TRANSE BASTANTE COM ELE, ELE FICA BONZINHO...

    Saí da sala sem condições psicológicas de fazer aquele registro.

     



    Escrito por Professora Laisa às 22h43
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    Do inferno!!

    Após alguns anos, me tornei Professora Coordenadora. Achava o máximo, pois seria o "centro pensante da escola".

    Primeira semana de aula, eu no salto alto, cabelo arrumado, maquiagem passasda. As crianças entram para as aulas, em fila, tudo organizado e eu toda orgulhosa, foi isso mesmo que sonhei.

    Primeira aula, segunda... até que a inspetora chega na porta da minha sala correndo:

     - Dona Laisa, corre que eles não são de Deus!

    Nota: Coitada da inspetora evangélica e coitado do capiroto

    Corri até a sala indicada e lá estavam 35 alunos do 6o ano brincando de pega-pega na troca de professor... SOBRE AS CARTEIRAS!!!!!!

    Fiquei sem palavras, peguei a bolsa e fui fumar um cigarro... eles vieram das profundezas do inferno.



    Escrito por Professora Laisa às 22h42
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    O dia que Thales ficou diabético

    Entra o professor de Filosofia muuuuito puto da vida na sala de reunião:

     - Eu vou matar aquele desgraçado!!

    Nós, pobre mortais, nos entreolhamos...

    "O que será que aconteceu?"

    [SILÊNCIO]

    Até que o de Biologia se arrisca:

     - O que te fizeram, cara?

     - Aquele maldito menino [NOME] do 1o ano B quer me matar do coração, me entrega essa merda de trabalho! Eles não me escutam, pedi uma biografia do Thales dse Mileto, olha isso!!!

    Nos abaixamos para pegar o trabalho que o digníssimo jogou no chão...

    Nos entreolhamos novamente após ler o nome sobre a capa: "Diabete Mielitus"

    É para acabar com o humor... pagamos um café p o cara.



    Escrito por Professora Laisa às 22h35
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    Nomes

    Puta que pariu... quando o cara é pobre de espírito e está determinado a ferrrar a vida do filho vem umas "coisas" que nem o cara do andar de cima entende... Queridos pais, pensem e reflitam antes de registrar vossos filhos:

     

    Asdawanaester

    Uayllarman

    Rollferman (irmão do Uayllarman obviamente, "man")

    João Leno (sim, o Beattle!)

    Thauany, irmã sde Thyellen e Thuany (esse gosta de "y")

    São tantos exemplos, q fica difícil elencar os piores... 

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 22h20
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    LSD

    Já passava das 22h quando, no meio da aula de Química do 3o ano, um sujeito nada inocente levanta a mão no fundo da sala:

     - Professora, vc sabe fazer ácido lisérgico?

     - Filho, se eu tivesse a receita, não tava aqui dando aula para um noia como vc..

    [RISOS]

    FIM



    Escrito por Professora Laisa às 22h11
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    Incompetência

     

                                                                       

    Como trabalhar em um ambiente que preza  - ou deveria prezar - pela educação de jovens se você está cercado de pessoas incompetentes?

    Esse foi um dos fantasmas que cercaram a minha cabeça nos últimos tempos. Já tenho uma certa prática nesse ramo do magistério, mas nunca, nunca mesmo me acostumo com o fato de trabalhar com pessoas burras... não refiro-me aos alunos, sejam eles crianças ou senis, mas sim, àqueles com os quais preciso lidar nas salas de direção, coordenação, setor administrativo e ainda alguns nas salas dos professores.

    Esse é mais do que um desabafo, pois é complicado você entender que você nega certas coisas para os seus familiares para ter mais tempo cuidado das coisas da escola enquanto outros se divertem e não abrem um caderno para preparar as aulas da semana! Como assim??? Como podem entrar em uma sala de aula sem saber o que fazer? Como exigem disciplina, comprometimento e interesse se eles próprios não praticam isso?

    Realmente para mim, isso é uma PUTA HIPOCRISIA!

    Graças a Deus tenho um caderno que mantenho à mão e escrevo dia a e noite para poder desabafar e sonho que nunca seja roubado, furtado ou perdido, por que senão EU estarei perdida... aqui posso escrever, desabafar e, usando um pseudônimo ninguém poderá saber que eu sou (é a vantagem da rede), mas queria gritar ao mundo o que acho errado, o que vejo que não acontece do jeito que deveria acontecer, o que poderia ser melhorado e não é!!

    Não entendo o ciúme, a inveja e a aniquilação que alguns ditos profissionais teimam em praticar em relação à alguns colegas, não compreendo como alguns "superiores" (de cargo, por que nunca serão reais superiores com essas atitudes) boicotando os colegas, simplesmente ignorando falas e sugestões, mas o mundo é assim, tenho que me adptar da melhor forma possível ou ir à um psiquiatra e contar tudo isso à ele... ganho 30 dias de licença facinho, facinho...

    Sei que nenhum lugar é perfeito, sei que é difícil a adaptação à algumas realidades, mas há algum tempo isso vem me incomodando.... E MUITO.

     

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 19h34
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    Parar?? Como? Porquê?

    Nossa, quanto tempo não paro para escrever (pelo menos aqui) minhas divagações sobre a vida e o dia a dia que venho levando?

    São tantas correrias, tantos alunos, tantas escolas que, às vezes, paro para pensar no que estou me transformando: será um bicho, um ser de outro mundo que lê, escreve, corrige provas, atribui notas e não consegue, por um minuto lembrar que é jovem, com compromisso matrimonial marcado, com anseios e desejos e vontades e tantos "e´s"??

    Como parar?? Como poder pensar em você mesmo com tantas coisas para fazer? como parar para fazer aquele agrado ao companheiro com tantas atividades para corrigir? Não sei, realmente não sei por onde começar, mas tenho certeza de que esse post é um começo!



    Escrito por Professora Laisa às 11h46
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    Dermeval Saviani para "Carta da Escola"

    Dermeval Saviani - para Carta na escola

    Bom, hoje foi fazer algo diferente... Li um artigo interessantíssimo na "Carta na escola" de Dermeval Saviani publicado neste mês de Maio de 2010, e CLARO, gostaria de compartilhá-lo com vcs!!


     

     O Drama do professor

    Como ocorre com os trabalhadores em geral, também os professores são instados a se aperfeiçoar continuamente. O mercado e seus porta-vozes governamentais querem um professor ágil, leve, flexível, que, a partir de uma formação inicial ligeira e a baixo custo, aprimore sua qualificação no exercício docente refletindo sobre sua prática, apoiado, eventualmente, por cursos rápidos. Pede-se, ainda, que você não apenas ministre suas aulas, mas também participe da elaboração do projeto pedagógico das escolas, da vida da comunidade, da gestão da escola e do acompanhamento dos estudos dos alunos. 

    Você, como a maioria dos professores, não ficou imune ao canto da sereia das novas pedagogias. A descrença no saber científico e a procura de “soluções mágicas” do tipo reflexão sobre a prática, relações prazerosas, pedagogia do afeto, transversalidade dos conhecimentos e fórmulas semelhantes vêm ganhando a cabeça dos professores. Estabelece-se, assim, uma “cultura escolar” de desprestígio dos professores e dos alunos que querem trabalhar seriamente e de desvalorização da cultura elaborada. Nesse tipo de “cultura escolar”, o utilitarismo e o imediatismo da cotidianidade prevalecem sobre o trabalho paciente e demorado de apropriação do patrimônio cultural da humanidade. Com isso a escola foi sendo esvaziada de sua função específica ligada ao domínio dos conhecimentos sistematizados.

    Nesse quadro você, professor, é lançado na defensiva. Diante das pressões para exercer o conjunto de funções solicitadas, você responde: mas... eu já faço das tripas coração para ministrar, da melhor forma possível, um grande número de aulas, em três ou quatro escolas diferentes, para turmas numerosas de alunos... e ainda vou ter de participar da gestão da escola; da vida da comunidade e orientar os estudos dos alunos? O professor, que nos anos 80 participou da mobilização dos educadores, reivindicando maior participação nas decisões, agora se vê diante da seguinte cobrança: “Vocês não reivindicaram maior participação? Pois é. Suas reivindicações foram todas atendidas pela legislação. Portanto, o êxito da escola e da política educacional que a orienta depende apenas da iniciativa e dedicação de vocês, professores”. 

    Eis aí o seu drama atual, caro professor. Na verdade, você também é vítima da inclusão excludente. Os dirigentes esperam que você exerça todo um conjunto de funções com o máximo de produtividade e o mínimo de dispêndio, isto é, com modestos salários. Claro que, se você fosse bem remunerado no âmbito de uma carreira docente que lhe garantisse jornada integral numa única escola, você poderia exercer sem maiores problemas as mencionadas funções. Cabe, pois, passar da defensiva à ofensiva, organizando fortemente a categoria dos professores e mobilizando toda a sociedade em torno da conquista de uma carreira docente digna e justa. Sem isso, todas as proclamações em torno da valorização da educação não passarão de promessas vãs.

     

     



    Escrito por Professora Laisa às 09h37
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    pós férias

    Todos pela Educação

    Bom pessoal, após um longo período de hibernação, não na verdade eu estava de mudança... mudei de casa, de bairro... td... só naum dos bons e velhos empregos que me sustentam...

    Outro dia voltei à uma das escolas para as primeira reunião de plenejamento (serão umas 15, pelo menos!!!), e entre conversas com colegas cheguei à uma constatação: NÓS PROFESSORES SOMOS COMPLETAMENTE VICIADOS NO AMBIENTE ESCOLAR

    Quando meu cônjuge viu o que acabei de escrever, gritou: "Agora que você descobriu??? dãr"... é mole?? kkkkkk

    Bom, tenho váááárias explicações para o que eu estou falando, vamos à elas:

    1. Os apaixonados pela Educação se entediam quando estão de férias;

    2. Quando se encontram com aquela tia velha que também é professora não cansa de falar de como seus alunos são brilhantes, ou não e lamentam os novos tempos, mas sempre falam dos alunos;

    3. NUNCA conseguiem deixar o trabalho no trabalho... sempre levam os problemas para casa e na maioria das vezes sonhamos com eles;

    4. Não admitem que administradores, advogados e outros profissionais digam o que é melhor, pq sempre tem um engraçadinho que fala que professor é mole, ou durão demais, e se fossem eles, ah, tudo seria diferente (mas não se dispôem a ir para a escola trabalhar, não é?)

    5. Adooooram conversar sobre os nomes mais malucos de seus alunos (postarei sobre isso na próxima semana) e choram de rir com isso;

    6. Contam os dias para começar e para terminar o período de recesso...

    7. Passam as férias planejando as coisas que deram errado no ano anterior, pq "nesse ano eu consigo que isso dê certo"

    Bom pessoal, na verdade isso é apenas o retrato que vejo na minha vida e na de muitos colegas que assim como eu, se auto-entitulam (é com hífen?????, hunf) apaixonados pela educação, e vocês, o que acham??

     

    beijinho pedagógicos!



    Escrito por Professora Laisa às 14h31
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    "brochada"

    Olá queridos leitores, estive uns dias afastadas da net por que estava realmente sem ideias para vir escrever algo  engraçado para vcs... tentei por diversas vezes sentar à frente do PC e escrever sem parar os medos e anseios para 2010, mas não é esse o objetivo do Blog, então, fui buscar ideias engraçadas nas comunidades do orkut que fizessem a minha mente trabalhar... o resultado não poderia ser pior: tópicos e mais tópicos em diversas comunidades relacionadas à professores (e não em relação à Educação) com xingamentos, piadas, e reais ofensas entre professores, com o Governador do Estado (principalmente SP) e contra o sindicato (aqui é APEOESP)... não que eu concorde com os governantes, mas estamos muito estressados para o estressar mais ainda uns com os outros, não???

    Poxa, de verdade, minha vontade era ver tópicos interessantes e não xingamentos, isso a gente vê no Datena, pô!

    Muitas comunidades tem tópicos interessantes sobre troca de amterial, não vou generalizar, mas a maioria dos posts tem retradado uma realidade muito dura com nós professores, isso me entristece, a profissão mais linda de todas (pelo menos na minha opinião) degradada dessa forma).

    Concordo que todos nós temos o direito à liberdade de expressão, o que não significa sair falando qualquer coisa de qualquer pessoa por aí e achar que isso está correto, não é mesmo?

    Creio num país livre e democrático, de verdade, mas sinto que uma onda de pessimismo está tomando conta da classe, e isso me dói profundamente, não por eu ser uma puritana (no post anterior vcs viram q naum sou), mas por ver a imagem totalmente deturpada do que acredito ser a imgem do Educador, sim, com letras maiúsculas, por que médicos, bombeiros, dentistas, engenheiros e "aDEvogados" um dia passaram por nós, e o que estamos nós deixando para o mundo hoje em dia? Mágoa, dor?

     

    Como lutar com um pouco mais de maturidade?

    Precisamos de resultados, não de falácias!

    E termino o post de hoje admitindo: ESTOU BROCHADA!



    Escrito por Professora Laisa às 23h24
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    Professor também é gente!

     

         Ah, o período pré-férias! Como adoro! Recuperações, provas e afins, mas não nego que temos situações piores a vivenciar: amigo oculto entre os professores  e nas milhões de salas de aulas, além de conselhos e reuniões intermináveis (só não são piores do que as reuniões nas quarta-feiras de cinza à tarde, rsrs)

         Com esse término do ano letivo temos também as confraternizações, que beleza, não? NÃO!!  Não mesmo! Normalmente o meu pessoal costuma combinar de ir a um barzinho para sairmos um pouco do ambiente escolar, e é aí que o "bicho pega"!! Eu me arrumo, convenço o meu namorado que será uma saída suuuuuper legal e vamos, os dois, encontrar os meus colegas de trabalho (que na verdade são legais, o problema é que conversamos sobre os NOSSOS  assuntos, que normalmente envolvem o aluno-problema, o aluno estudioso, aquele que passou no vestibular...), mas o meu namorado não entende, então tento conversar sobre outras coisas, mas sou honesta em admitir que NÃO CONSIGO!!

         Mesmo com toda essa atmosfera ao meu redor tento fazer com que a saída seja o menos traumática possível, mas como a Lei de Murphy não falha... encontramos não um, mas vááários alunos que sem nenhuma cerimônia gritam:

     - "PRÔÔÔ!!!!!!!!!!!"

          Eu, tentei esconder a taça de chopp numa mão e o cigarro em outra, mas o que faz uma pessoa num barzinho com as duas mãos para trás????

    E logo vem o segundo grito fatal:

    " - Você fuma???"

    " - Você bebe???"

    Ops, não entendi...

    Sou jovem, namoro, fumo, bebo (não que sejam bons exemplos, mas não há nada de ilegal nisso, não é mesmo?), saio de balada, gosto de micaretas, festas, bailes, amigos... sou gente, ora bolas!!!!!!



    Escrito por Professora Laisa às 15h01
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